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Força de vontade – não um controlo rigoroso ou um “agarrar-se” constante
Força de vontade é uma palavra que ouvimos tantas vezes que quase perdeu a sua magia. É normalmente mencionada no contexto de perda de peso, desporto ou “uma nova vida a partir de segunda-feira”. Mas a força de vontade não tem a ver com limites rígidos, tem a ver com a capacidade de escolher a si próprio. A publicação Woman&Home falou-nos de formas simples mas eficazes de fazer de 2026 um bom começo, sem stress e autocrítica.
A força de vontade tem muitos nomes – autodisciplina, determinação, núcleo interior, controlo. Usamo-la todos os dias, por exemplo, quando poupamos dinheiro em vez de fazermos compras impulsivas, quando optamos por andar a pé em vez de conduzir ou quando controlamos as nossas emoções em situações difíceis.
Em psicologia, a força de vontade é definida como a capacidade de desistir de uma tentação a curto prazo para atingir um objetivo a longo prazo. Parece simples, mas na prática é mais complicado. No entanto, a boa notícia é que a força de vontade pode ser treinada e não requer soluções drásticas.
Mude a sua maneira de pensar
Começar qualquer mudança com “não tenho força de vontade” é como começar uma maratona com a convicção de que não vai conseguir. Experimente uma formulação diferente: em vez de “Sou fraco”, diga “Estou motivado para ficar mais forte”. A linguagem que dizemos a nós próprios é importante. Molda o estado de espírito, o comportamento e, em última análise, os resultados.
Fazer mudanças pequenas mas permanentes
O segredo do sucesso não é a perfeição, mas a consistência. Em vez de uma proibição total:
- nozes em vez de biscoitos;
- ovos em vez de pequenos-almoços açucarados;
- batatas cozidas em vez de batatas fritas;
- 8 mil passos em vez de 4 mil;
- refrigerantes em vez de meia garrafa de vinho.
Mantenha-se fiel a estas mudanças 5 dias por semana e, em dois dias, permita-se relaxar um pouco. Isto torna os novos hábitos realistas e muito mais agradáveis de viver.
Definir objectivos realistas
Tradicionalmente, janeiro transforma-se num mês de promessas em massa para “começar uma nova vida”. Mas uma mudança saudável não tem de estar associada a um desconforto constante. Pergunte a si próprio:
- Posso viver assim durante seis meses em vez de um mês?
- Será que estou a exigir demasiado de mim próprio?
O que perdura a longo prazo é sempre mais eficaz do que uma curta explosão de força de vontade.
Aceitar o desafio, mas sem rigidez
Sim, por vezes temos de nos recompor e dizer a nós próprios “basta”. Se um determinado hábito não está de acordo com os seus novos objectivos, vale a pena trabalhar conscientemente para o mudar.
Felizmente, existem muitos recursos disponíveis atualmente, desde rastreadores de hábitos a comunidades online de apoio. A força de vontade não é sinónimo de solidão; pelo contrário, o apoio reforça os resultados.
Recompense-se
Se está a trabalhar na sua dieta e nos seus hábitos, está na altura de deixar de usar a comida como recompensa. Em vez disso:
- ponha de lado o dinheiro que gastaria em aperitivos ou vinho;
- no final do mês, compre uma prenda para si, como um livro, cosméticos, uma massagem ou uma viagem.
Desta forma, reforça a sensação de que o esforço é um cuidado consigo próprio e não um castigo.
A força de vontade não tem a ver com controlo rigoroso ou com um constante “aguenta aí”. Tem a ver com escolhas conscientes, disciplina suave e respeito por si próprio. Pequenos passos, objectivos realistas e a motivação certa funcionam muito melhor do que proibições rígidas.